Nacionais
Fernão Lopes
-Crónicas de D.Pedro, D.Fernando e D.joão, 1430/50.
Rui de Pina
-Crónicas de D.Sancho I,D.sancho I, DAfonso III, D.Dinis e D.Afonso IV, 1460.
Duarte Galvão
- Crónica de Afonso Henríques.
Fr. João Álvares
- Cronica do infante D.Fernando.
João de Barros
-Crónica do Imperador Clarimundo, 1520. Asia:Década I , 1552.
Fernão Lopes de Castanheda
- Historia do Descobrimenyo e conquista da Índia pelos portugueses, 1551.
Diogo de Couto
-Décadas.
Garcia de Resende
Crónicas de El-Rei D.João II, 1545.
Pedro Nunes
-Tratado da Sphera.
Garcia de Orta
-Colóquios dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, 1563.
Internacionais
Grécia
-Ilíada
em 24 cantos narra as aventuras de Aquiles na guerra de Tróia, antes da tomada da cidade.
-Odisseia
em 24 cantos narra as aventuras de Ulisses no seu regresso a Ítaca depois da guerra de Tróia.
Roma
-Eneida
Em 12 cantos, narra as aventuras de Eneias que , estando perdido é ajudado pro vénus a dirigir-se á região do lãcio, onde fundará a cidade de Roma.
Índia
-Ramayana Mahabharata
Nestes Poemas míticos que narram as <<gestas>> dos seres subrenaturais, os heróis são emanações do próprio bem e inimigos do mal.
Idade Média
-Cantar de Mio Cid
Em Três cantares se ilustra o ideal de cruzada na luta contra os mouros, incarnado pelo herói Rodrigo Diaz de Bívar.
-Chanson de Roland
Aqui se narra a derrota de carlos Magno nos Pirenéus, infligida pelos Bascos, onde o Herói Roland e morto.
-Olrando Enamorado
Dividido em 69 cantod, mistura-se ideais de cruzzada nas lutas contantes de critãos contra mouros, com eventuras cavaleirescas e amorosas.
-Orlando Furioso
Em 46 cantos, narra a mesma temática de Orlando Enamorado.
-Jerusalém libertada
Esta epopia narra a conquista de Jerusalém pela mão do herói Godo-fredo de Bulhoões nna primeira cruzada que os cristãos, apedido do papa, realizaram á Cidade santa para repelir os Mouros.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
LUÍS VAZ DE CAMÕES - OS LUSÍADAS
Os Lusíadas é considerada a principal epopeia da época moderna devido à sua grandeza e universalidade.
As realizações de Portugal desde o Infante D. Henrique até à união dinástica com Espanha em 1580 são um marco na História, marcando a transição da Idade Média para a Época Moderna. A epopeia narra a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que navegaram em torno do Cabo da Boa Esperança e abriram uma nova rota para a Índia.
É uma epopéia humanista, mesmo nas suas contradições, na associação da mitologia pagã à visão cristã, nos sentimentos opostos sobre a guerra e o império, no gosto do repouso e no desejo de aventura, na apreciação do prazer e nas exigências de uma visão heróica.
LUÍS VAZ DE CAMÕES - BIOGRAFIA
Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. A sua família é de origem galega que se fixou na cidade de Chaves e mais tarde terá ido para Coimbra e para Lisboa, lugares que reivindicam ser o local de seu nascimento. Frequentemente fala-se também em Alenquer, mas isto deve-se a uma má interpretação de um dos seus sonetos, onde Camões escreveu " / Criou-me Portugal na verde e cara / pátria minha Alenquer ". Esta frase isolada e a escrita do soneto na primeira pessoa levam as pessoas a pensarem que é Camões a falar de si. Mas a leitura atenta e completa do soneto permite concluir que os factos aí presentes não se associam à vida de Camões. Camões escreveu o soneto como se fosse um indivíduo, provavelmente um conhecido seu, que já teria morrido com menos de 25 anos de idade, longe da pátria, tendo como sepultura o mar.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz, onde tinha um tio padre, D. Bento de Camões.
Ligado à nobreza, segue para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Era uma aventura comum na carreira militar dos jovens, recordada na elegia .
De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I. No dia de Corpus Christi de 1552 entra em rixa, e fere um certo Gonçalo Borges. Preso, é libertado por carta régia de perdão de 7 de Março de 1553, embarcando para a Índia na armada de Fernão Álvares Cabral, a 24 desse mesmo mês.
Chegado a Goa, Camões toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o "rei da pimenta". A esta primeira expedição refere-se a elegia "O Poeta Simónides falando". Depois Camões fixou-se em Goa onde escreveu grande parte da sua obra épica. Considerou a cidade como uma "madrasta de todos os homens honestos" e ali estudou os costumes de cristãos e hindus, e a geografia e a história locais. Tomou parte em mais expedições militares. Entre Fevereiro e Novembro de 1554 integrou a Armada de D. Fernando de Meneses, constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações, ao Golfo Pérsico, aí sentindo a amargura expressa na canção "Junto de um seco, fero e estéril monte". No regresso foi nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o "Auto do Filodemo".
Em 1556 partiu para Macau, onde continuou os seus escritos. Viveu numa gruta, hoje com o seu nome, e aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito da obra, então já adiantada (cf. Lus., X, 128). No desastre teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos. É possível que datem igualmente dessa época ou tenham nascido dessa dolorosa experiência as redondilhas "Sôbolos rios".
Regressou a Goa antes de Agosto de 1560 e pediu a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirigiu súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto.
De regresso ao reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique, onde, passados dois anos, Diogo do Couto o encontrou, como relata na sua obra, acrescentando que o poeta estava "tão pobre que vivia de amigos" (Década 8.ª da Ásia). Trabalhava então na revisão de Os Lusíadas e na composição de "um Parnaso de Luís de Camões, com poesia, filosofia e outras ciências", obra roubada. Diogo do Couto pagou-lhe o resto da viagem até Lisboa, onde Camões aportou em 1570. Em 1580, em Lisboa, assistiu à partida do exército português para o norte de África.
Faleceu numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades. Os seus restos encontram-se atualmente no Mosteiro dos Jerónimos.
Pinturas do Renascimento
O nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli
![[Piéta.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpWQ06hAOS9kkN5Lm2fj4k72PxnsX66c39nJmDWlGIm_su3fEmIsLR0R-STfEhMMuO1gbzrBIWfgy2AoiaEUmvoOwHBq-BP3VGKrEumUE3g-u1BY5M4ym_LZC1tZnnxNYWdws6brJGJa0/s400/Pi%C3%83%C2%A9ta.jpg)
“A pietá” feito por Miguel Ângelo
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Renascimento, Humanismo e Classicismo
É desenvolvido em Itália, nos finais do séc. VIV até meados do séc. XVI.
Em Portugal apenas é manifesto na década de 30 do séc. XVI, com Sá de Miranda na Literatura.
O Renascimento vem renovar as artes e as letras, pensamento, as ciências e o ensino.
Estas mudanças provocam transformações a nível social, político e económico na Europa. O fundamento deste movimento é o Humanismo que consiste no estudo das humanidades, gramática e retórica, baseado nos autores gregos e latinos. Expressa e salvaguarda a dignidade do Homem.
O Classicismo aparece como reflexo do renascimento nas artes e na literatura. Os autores gregos e latinos são admiradores de autores clássicos que se baseiam na perfeição e riqueza, também no engenho das suas obras e nas habilidades pessoais. No Classicismo busca-se o equilíbrio, simplicidade e elegância com origem Helénica latina.
Em Portugal, na, literatura destaca-se António Ferreira tanto na poesia como na poética.
Em Portugal apenas é manifesto na década de 30 do séc. XVI, com Sá de Miranda na Literatura.
O Renascimento vem renovar as artes e as letras, pensamento, as ciências e o ensino.
Estas mudanças provocam transformações a nível social, político e económico na Europa. O fundamento deste movimento é o Humanismo que consiste no estudo das humanidades, gramática e retórica, baseado nos autores gregos e latinos. Expressa e salvaguarda a dignidade do Homem.
O Classicismo aparece como reflexo do renascimento nas artes e na literatura. Os autores gregos e latinos são admiradores de autores clássicos que se baseiam na perfeição e riqueza, também no engenho das suas obras e nas habilidades pessoais. No Classicismo busca-se o equilíbrio, simplicidade e elegância com origem Helénica latina.
Em Portugal, na, literatura destaca-se António Ferreira tanto na poesia como na poética.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Análise de “O guardador de rebanhos” de Alberto Caeiro
“O
guardador de rebanhos”
O que nós vemos das cousas são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seriam iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seriam iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.
Análise do Poema:
“o que nós vemos das cousas são as cousas” assim se inicia o
poema, desta forma Caeiro explica que as coisas são como as vemos e nada mais
para além disso, pois segundo a filosofia do “Mestre” querer ver para além das
coisas, raciocinando, é iludir-se.
Este poema procura ensinar o leitor a “pensar em a pensar” o
real.
Nos versos 5 e 6 “O essencial é saber ver, Saber ver sem
estar a pensar” , o poeta diz-nos que o essencial é ter consciência de
sentir (saber) sem raciocinar (pensar).
No 10º verso o poeta anti-metafórico contempla-nos com a
metáfora “…Alma vestida” em que o eu poético lamenta o peso dos nossos ensinamentos
e convicções que, tal como uma roupa vestida, protegem a nossa alma e
impossibilitam a visão das coisas tal como elas o são. Caeiro dá ênfase à
naturalidade e espontaneidade excluindo o excesso de reflexão e pensamento. A
roupa e tudo o que nos cobre os olhos e os sentidos, são imposições
culturais, filosóficas e religiosas que nos impossibilitam de ver a realidade
como ela é.
Nos três últimos versos, as estrelas e as flores são como
que uma expressão de fuga para a simplicidade da Natureza, aqui mais uma vez
está implícito a simplicidade das coisas elas são o que os olhos vêem, são
apenas elas mesmas.
O paradoxo : “uma aprendizagem de desaprender” diz respeito
à libertação do peso da metafísica em que foi tradicionalmente formado.
Trata-se de um novo processo de aprendizagem que pressupõe a libertação de
todas as convicçoes e pensamentos adquiridos. Paradoxalmente, para aprender é preciso
abandonar as formas e conteúdos pré-impostos e pré-concebidos, pensando
menos para libertar-se de tudo o que possa alterar a captação da
realidade.
Análise de "Viajar! Perder países!" de Fernando Pessoa
"Viajar! Perder países!"
Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da
passagem.
O resto é só terra e céu.
Reflexão:
A noção de viagem presente no primeiro verso está
associada à ideia de procura para o sujeito poético viajar não implica ganhar
países, ganhar lugares na rota da sua vida; significa, antes, procura de si
mesmo, encontro consigo mesmo.
No entanto, o poema parte de uma ideia paradoxal de
viagem, falando-se aqui de uma viagem permanente, de partidas constantes, na
qual cada rosto de si mesmo encontrado é um lugar imediatamente perdido. Ou
seja, trata-se de uma viagem permanente procura e descoberta do ser que é sempre
outro e não tem amarras a ninguém, nem a si mesmo.
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