quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Conservatório de Arte Dramática
Na
Memória ao Conservatório Real, Almeida Garrett compara "a desesperada
resignação de Prometeu" e os remorsos de Édipo nas tragédias da
antiguidade clássica e conclui que não são superiores aos "tormentos de
coração e de espírito" que aqui padece Manuel de Sousa Coutinho, "o
amante delicado, o pai estremecido, o cristão sincero e temente do seu
Deus". Compara ainda os terrores de Jocasta (que "fazem arrepiar as
carnes, mas são mais asquerosos do que sublimes") com a dor, a vergonha,
os sustos de D. Madalena de Vilhena que "revolvem mais profundamente no
coração todas as piedades".
Afirma
que o conteúdo do Frei Luís de Sousa tem todas as características de uma
tragédia. No entanto, chama-lhe drama, por não obedecer à estrutura formal da
tragédia. Refere a peça Comédia Famosa a que assistira, na Póvoa de Varzim,
sobre o mesmo tema, representada por atores castelhanos.
Nesta
Memória ao Conservatório, Almeida Garrett apresenta o seu drama romântico Frei
Luís de Sousa como derradeiro "trabalho dramático". Este texto
constituiria, assim, o balanço da sua intervenção na renovação do teatro em
Portugal e uma reflexão sobre a herança clássica e as influências românticas.

D. Sebastião I
D.
Sebastião I de Portugal (Lisboa, 20 de Janeiro de 1554 — Alcácer-Quibir, 4 de
Agosto de 1578) foi o décimo sexto rei de Portugal, cognominado O Desejado por
ser o herdeiro esperado da Dinastia de Avis, mais tarde nomeado O Encoberto ou
O Adormecido. Foi o sétimo rei da Dinastia de Avis, neto do rei João III de
quem herdou o trono com apenas três anos. A regência foi assegurada pela sua
avó Catarina da Áustria e pelo Cardeal Henrique de Évora.
Aos 14
anos assumiu o governo manifestando grande fervor religioso e militar.
Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as
glórias do passado, decidiu a montar um esforço militar em Marrocos, planeando
uma cruzada após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o
trono. A derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao
desaparecimento de D. Sebastião em combate e da nata da nobreza, iniciando a crise
dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a dinastia Filipina e
ao nascimento do mito do Sebastianismo.
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